
Hoje é 21 de dezembro e estamos a exatos 2 anos da data que a profecia maia anuncia como o retorno de Quetzalcoátl, a serpente plumada, o deus meio Zaratustra, meio Dionísio que representa o final de um ciclo da humanidade e o início de outro.
Às vezes fica difícil imaginar se a humanidade realmente atingirá um outro patamar de consciência, um modo de estar no mundo que favoreça menos a materialidade, o prazer e o lucro instantâneos e valorize mais as experiências, os projetos de longo prazo, a sensação de que se está fazendo algo por um ideal maior do que a vida de uma geração.
Digo isso por um efeito em cascata que é fácil de notar: cada vez mais, as pessoas leem menos. Isso é notório no Brasil. Se por um lado a internet proporciona um arcabouço gigantesco de informações, a grande maioria das pessoas não tem paciência de ler algo que vá além de algumas poucas linhas, que aprofunde e explique uma ideia ou um tipo de pensamento.
Enganam-se aqueles que acham que a leitura é algo puramente racional. Pelo contrário: embrenhar-se na leitura é deixar-se levar pelos sentidos, é entrar em um universo paralelo por alguns instantes. É, efetivamente, sentir o que o autor e sua história propõem.
Mas isso requer treino. Requer repetição. E quanto mais nova a geração, menos esse hábito é valorizado. E um povo que lê menos, que consequentemente tem menor repertório, é mais facilmente conduzido, manipulado.
Certamente, as bandeiras levantadas hoje estão muito mais pulverizadas do que há 50 ou 60 anos atrás. Mas elas não deixaram de existir. Apenas mudaram de figurino. As lutas atualmente são muito mais individuais do que no passado. Os grandes movimentosestão dando lugar a movimentos mais sutis, porém igualmente importantes. A reflexão não é da massa. Ela é interna. E é isso que o mito de Quetzalcoátl vem anunciar.
Em 21 de dezembro de 2010, dia de um eclipse lunar, nosso blog faz uma pausa de duas semanas para um merecido descanso. Mas nossa loja virtual continua em funcionamento. Abra sua cabeça! Leia!