Archive for May, 2010

Será que buscamos uma cultura alternativa?

O atual reacendimento de um interesse nas culturas tradicionais, em profecias e no fenômeno 2012 não surge por acaso. A era da abundância (de consumo, de trabalho, de informação) que parecemos viver, gera, ao mesmo tempo, uma era de angústias. A crise biosférica, a ameaça de guerras e instabilidade macroeconômica podem causar bastante preocupação às mentes atentas ao movimento das sociedades.  Onde buscar respostas? Diversos cultos e práticas religiosas já não mais preenchem as necessidades espirituais de muitas pessoas, nem ao menos oferecem respostas às milhares de dúvidas que surgem para o ser humano contemporâneo.

Daí ser compreensível o interesse em culturas do passado, em crenças chamadas “alternativas”.  Em algum lugar de nossas mentes, parece que essas visões aparentemente tão avessas ao pensamento moderno, empírico e racionalista, podem fazer sentido.  E podem fazer sentido porque possivelmente entram em sintonia  com níveis mais sutis da realidade, algo que exploramos pouco.

Assim como carregamos uma carga genética, também carregamos uma carga arquetípica que, apesar do passar do tempo, permanece presente nas mais diversas culturas.  Em pouquíssimas palavras, os arquétipos formam um repertório de imagens, símbolos e emoções e fazem parte fundamental de nossa orientação para compreendermos  e nos  adaptarmos  à realidade . Eles estão presentes em nosso inconsciente coletivo (teoria desenvolvida pelo psicanalista suíço Carl Jung) e emanam de uma fonte que ultrapassa nossa mente individual.

Levando essa característica humana em consideração,  a busca por um entendimento dos modos tradicionais de vida (como os de culturas indígenas) e uma curiosidade pelos desdobramentos de profecias  podem fazer muito sentido dentro do contexto de uma  cultura planetária em que vivemos cada vez mais. Talvez não seja o caso de adorarmos aos deuses da chuva ou da guerra. Mas talvez seja o caso de refletir sobre a atual adoração ao consumo, à ciência e ao mercado  global. As culturas tradicionais, ou alternativas, representam formas de conhecimento que,  ao invés de negarmos e rejeitarmos, talvez precisemos aprender a conciliar com nosso próprio.


Calendário Maia

Nossa sociedade habituou-se a utilizar o calendário renovável, isto é, depois do 31 de dezembro, voltamos para 1 de janeiro e assim sucessivamente. No calendário maia é diferente! No deles, existe um prazo de duração de 5.200 anos, encerrando-se na data de 13.0.0.0.0. Alguns estudiosos buscaram aproximar a data indígena com o nosso calendário atual e chegou-se a data de 21 de dezembro de 2012.

Esta é a data que alguns especialistas dizem ser o fim do calendário maia, porém não se trata de um fim definitivo como muitos vêm afirmando por aí, lançando ao vento centenas de teorias apocalípticas, servindo de fertilizante para o imaginário coletivo sobre o que poderá acontecer com a humanidade nesta data fatídica.

A verdade é que se encerra um ciclo e começa um novo, sugerindo uma nova era; renovação, onde a humanidade poderá marcar a data para uma reflexão acerca de suas atitudes para com ela mesma e a natureza. Mas a transformação poderá não vir, se as pessas esperarem as coisas acontecerem. A mudança parte de dentro para fora e começa no indíviduo para influenciar à coletividade.

Uma coisa é certa: não podemos continuar com os ritmos de consumo e poluição praticados atualmente, se não estaremos mesmo próximos de um fim, mas aí os maias nada terão a ver com isso.


Um olhar diferenciado para 2012

Um dos importantes aspectos da cultura maia é a criação de um calendário que “termina” em dezembro de 2012. Isso talvez seja estranho, a princípio, para nossa visão de mundo moderna acostumada no tempo de forma linear, como se tivéssemos uma finalidade última em direção a um progresso. Esse “fim”, para nossa cultura, pode ser realmente visto como um “fim de mundo”, o tão temido apocalípse.

As culturas arcaicas, no entanto, consideravam o tempo não como uma flecha de mão única, com passado, presente e futuro bem definidos, mas sim como algo cíclico, considerando que cada final leva a outros inícios: uma espiral. Em cada “volta” desse trajeto cíclico, não se está mais do mesmo no ponto, mas em um patamar diferente.

O término do calendário maia, sob esse ponto de vista, não significaria o fim do mundo, mas o fim de um importante e longo ciclo da humanidade e o início de outro.

O que significaria esse início? Possivelmente uma profunda transformação em nossa forma de pensar, o que por sua vez afetaria nossa visão de mundo e como constituímos nossas instituições, regras, formas de vida. Ponto crucial desse novo momento, que para muitos já está em andamento, é um retorno ao mito.

Não se trata de um retorno aos modos de vida das civilizações arcaicas, como se fôssemos apagar o que aprendemos com a ciência, com o pensamento racional e com o avanço tecnológico, e, de repente, “dançar para fazer chover”. A mudança é mais sutil e, ao mesmo tempo, mais profunda: trata-se de uma reaproximação de nossas mentes em direção a uma dimensão sagrada do viver. Consequentemente, significa também uma reaproximação da natureza.

Se o pensamento moderno conseguiu desmistificar e dessacralizar a natureza, uma nova era que nos mostre uma realidade estendida indefinidamente além do horizonte de nossos conhecimentos controladores e racionais do presente pode, possivelmente, ser muito bem-vinda.


Onde viviam os Maias

Sempre há uma grande confusão quando o tema são povos ameríndios. Como sabemos alguns deles formaram importantes civilizações que impressionaram os colonizadores que se depararam com um universo rico de cultura, organização política e curiosas técnicas de construção.

Interessa-nos aprofundar o conhecimento sobre os índios maias, afinal, são eles os criadores de um calendário que tem em 2012 o final de um grande ciclo da humanidade. Antes de conhecermos mais sobre os maias, faz-se fundamental sabermos onde eles viviam para não confundirmos com os astecas e nem com os incas.

Os maias viviam no que hoje corresponde ao sul do México, e região que abrange Guatemala, Belize, El Salvador e parte de Honduras, como podemos ver no mapa abaixo.

Crédito da Imagem: Wikipédia

Nos próximos posts vamos falar mais desta cultura tão rica e trazer mais informações sobre o Calendário Maia.


Vamos decifrar 2012?

Olá,

Seja bem-vindo ao blog 2012, o ano!

A proposta deste blog é elevar a qualidade das discussões a cerca desta data tão cheia de mistério e que propõe uma nova ordem de percepção, para nós, humanos.

Antes de qualquer coisa, nossa intenção é desmitificar qualquer hipótese que remeta 2012 ao fim do mundo, lembram que diziam a mesma coisa na virada do século e nada aconteceu? Pois bem, 2012 também não será o ano final, nem haverá uma catástrofe como muitos anunciam por aí.

Vamos juntos decifrar e interpretar o que queriam dizer as profecias maias? Para que isso seja possível de uma forma mais ampla, que tal se despreender da lógica racional e dar vazão a novas percepções de entendimento?

Acompanhe o blog e conheça de fato o significado da data 2012.