2012 – Tempos de Mudança… mas, mudar o quê?

Não é de hoje que as sociedades ocidentais pautam as “grandes” decisões do mundo influenciadas pelo fator econômico. O consumo sempre foi um importante avalizador para medir a capacidade de um país de ser desenvolvido. Contudo, o atual modelo de produção de bens e a consequente geração de lixos estão destruindo os elementos essenciais para a vida  na Terra. Especialistas afirmam categoricamente que estamos à beira de um colapso ambiental sem precedentes, se nada fizermos para reduzirmos os níveis de consumo.

Então, é o fim da era do TER para iniciarmos a era do SER? Será preciso reivindicar todas nossas conquistas industriais e tecnológicas a favor de uma fase mais simplória da humanidade? 2012 – Tempos de Mudança, do cineasta brasileiro João Amorim, que se inspirou na obra 2012 – The Return of Quetzalcoatl (título em português 2012 – o ano da profecia maia, a ser lançado no final deste ano pela Anadarco Editora & Comunicação), de autoria do norte-americano Daniel Pinchbeck,  sugere essas e outras implicações tão atuais ao nosso tempo.

No documentário, somos colocados frente a frente com diversas personalidades que estudam e vivem a sustentabilidade do planeta. E antes que qualquer um pense que viver de forma sustentável seja atraso de vida, 2012 – Tempos de Mudança sugere práticas simples e úteis para alcançarmos um estilo de viver mais responsável com relação ao meio ambiente.

Mas o ponto alto do documentário está em trazer a ideia original do livro de Daniel Pinchbeck sobre a percepção humana com relação à catástrofe da natureza. Para o autor, o ano de 2012 seria o momento em que a psique humana coletiva se daria conta de uma forma mais intensa das mudanças que o planeta pode sofrer, caso não fizermos nada e sugere que grande parte da transformação das sociedades estaria ligada a novas formas de percepção da realidade. O próprio autor, ao longo de sua jornada pessoal,  resgatou o uso de psicodélicos participando de diversos rituais em sociedades indígenas, tribos africanas ao redor do mundo como uma forma de autoconhecimento e conhecimento do mundo e da consciência humana. Polêmico? Não seria o termo correto. O mais apropriado seria inquietante, se levarmos em conta as experiências que o autor teve e os argumentos que ele trabalha.

2012 – Tempos de Mudança, assim como o livro,  é revelador e fará com que o telespectador reflita seus atos. Nos mais engajados com a questão ambiental poderá incitar mudanças de comportamento.

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