Posts tagged “Calendário Maia

A chegada de Quetzalcoátl

É comum relacionar o ano de 2012 com Quetzalcoátl, mas o que quer dizer essa expressão de pronunciamento quase impossível? Quetzalcoátl era o nome que se dava a divindade de povos mesoaméricos, representada em forma de uma serpente com pluma de aves.

Mas por que essa associação entre 2012 e Quetzalcoátl? Pelo Calendário Maia, o ano de 2012 representa o fim de um Grande Ciclo e começo de um novo. De acordo com as crenças desses povos indígenas, é justamente nesse período que Quetzalcoátl costuma aparecer.

Quetzalcoátl está retratado em impressionantes esculturas e arquitetura de templos e remete sensações de estranhamento e às vezes de repúdio em quem as contemplam. Podemos interpretar Quetzalcoátl como uma projeção imagética daquilo que era desconhecido, isto é, o fim  do Grande Ciclo. Hoje, entendemos Quetzalcoátl como elemento integrante da rica Cultura Maia.

Advertisements

Calendário Maia

Nossa sociedade habituou-se a utilizar o calendário renovável, isto é, depois do 31 de dezembro, voltamos para 1 de janeiro e assim sucessivamente. No calendário maia é diferente! No deles, existe um prazo de duração de 5.200 anos, encerrando-se na data de 13.0.0.0.0. Alguns estudiosos buscaram aproximar a data indígena com o nosso calendário atual e chegou-se a data de 21 de dezembro de 2012.

Esta é a data que alguns especialistas dizem ser o fim do calendário maia, porém não se trata de um fim definitivo como muitos vêm afirmando por aí, lançando ao vento centenas de teorias apocalípticas, servindo de fertilizante para o imaginário coletivo sobre o que poderá acontecer com a humanidade nesta data fatídica.

A verdade é que se encerra um ciclo e começa um novo, sugerindo uma nova era; renovação, onde a humanidade poderá marcar a data para uma reflexão acerca de suas atitudes para com ela mesma e a natureza. Mas a transformação poderá não vir, se as pessas esperarem as coisas acontecerem. A mudança parte de dentro para fora e começa no indíviduo para influenciar à coletividade.

Uma coisa é certa: não podemos continuar com os ritmos de consumo e poluição praticados atualmente, se não estaremos mesmo próximos de um fim, mas aí os maias nada terão a ver com isso.


Um olhar diferenciado para 2012

Um dos importantes aspectos da cultura maia é a criação de um calendário que “termina” em dezembro de 2012. Isso talvez seja estranho, a princípio, para nossa visão de mundo moderna acostumada no tempo de forma linear, como se tivéssemos uma finalidade última em direção a um progresso. Esse “fim”, para nossa cultura, pode ser realmente visto como um “fim de mundo”, o tão temido apocalípse.

As culturas arcaicas, no entanto, consideravam o tempo não como uma flecha de mão única, com passado, presente e futuro bem definidos, mas sim como algo cíclico, considerando que cada final leva a outros inícios: uma espiral. Em cada “volta” desse trajeto cíclico, não se está mais do mesmo no ponto, mas em um patamar diferente.

O término do calendário maia, sob esse ponto de vista, não significaria o fim do mundo, mas o fim de um importante e longo ciclo da humanidade e o início de outro.

O que significaria esse início? Possivelmente uma profunda transformação em nossa forma de pensar, o que por sua vez afetaria nossa visão de mundo e como constituímos nossas instituições, regras, formas de vida. Ponto crucial desse novo momento, que para muitos já está em andamento, é um retorno ao mito.

Não se trata de um retorno aos modos de vida das civilizações arcaicas, como se fôssemos apagar o que aprendemos com a ciência, com o pensamento racional e com o avanço tecnológico, e, de repente, “dançar para fazer chover”. A mudança é mais sutil e, ao mesmo tempo, mais profunda: trata-se de uma reaproximação de nossas mentes em direção a uma dimensão sagrada do viver. Consequentemente, significa também uma reaproximação da natureza.

Se o pensamento moderno conseguiu desmistificar e dessacralizar a natureza, uma nova era que nos mostre uma realidade estendida indefinidamente além do horizonte de nossos conhecimentos controladores e racionais do presente pode, possivelmente, ser muito bem-vinda.


Onde viviam os Maias

Sempre há uma grande confusão quando o tema são povos ameríndios. Como sabemos alguns deles formaram importantes civilizações que impressionaram os colonizadores que se depararam com um universo rico de cultura, organização política e curiosas técnicas de construção.

Interessa-nos aprofundar o conhecimento sobre os índios maias, afinal, são eles os criadores de um calendário que tem em 2012 o final de um grande ciclo da humanidade. Antes de conhecermos mais sobre os maias, faz-se fundamental sabermos onde eles viviam para não confundirmos com os astecas e nem com os incas.

Os maias viviam no que hoje corresponde ao sul do México, e região que abrange Guatemala, Belize, El Salvador e parte de Honduras, como podemos ver no mapa abaixo.

Crédito da Imagem: Wikipédia

Nos próximos posts vamos falar mais desta cultura tão rica e trazer mais informações sobre o Calendário Maia.