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Plantando Consciência

Há uma sensação muito boa quando pensamentos inovadores atingem ressonância – quando reverberam e têm, assim, a chance de forjar novas formas de conhecimento.

Ainda de forma bastante subliminar, estamos vivendo um momento em que um  curioso debate sobre o papel da consciência no desenvolvimento das sociedades está  ganhando repercussão. E são várias as áreas do conhecimento que participam dessa discussão,  numa tentativa de ultrapassar a  visão dualista do mundo:  desde a física e a biologia, até as  artes e os movimentos sociais.

Se Daniel Pinchbeck, autor do  livro 2012: o ano da profecia maia é uma das vozes nesse movimento, ele certamente não está sozinho. Ao  “conversar” com  diversos outros pensadores  em seu livro (a bibliografia é de mais de  170 obras), Pinchbeck apresenta um raixo-X de nossa era e inevitavelmente desperta no leitor a curiosidade acerca  de um amplo leque de temas relacionados.  É quase impossível não se interessar pelo trabalho de Terrence MacKenna , Fritjof Capra e Herbert Marcuse,  pelas obras de Allen Ginsberg e deWilliam Blake ou pela mitologia mesoamericana.

A proposta deste blog segue ideia similar, ou seja, introduz não somente assuntos ligados diretamente ao livro de Pinchbeck, como também apresenta outros pensadores que participam da mudança paradigmática que vivemos. Um dos portais que também está na linha de frente na difusão de ideias férteis e questionamentos bem fundamentados nesse momento de transição é o Plantando Consciência (www.plantandoconsciencia.org / www.plantandoconsciencia.wordpress.com) .

Segundo os autores,  o site “se propõe a distribuir um kit básico com os primeiros passos para esta delicada e frutífera tarefa de jardinagem mental. Nós cedemos as sementes, as instruções para o plantio e os nutrientes vitais. Você entra com o terreno fértil e os cuidados diários. E o século XXI deve então, finalmente, florescer”.

Vale a pena acompanhar o trabalho do Plantando Consciência, que recentemente publicou um apanhado sobre  a obra do físico Amit Goswami e promoverá, em outubro, a exibição do documentário 2012: tempos de mudança de João Amorim na Matilha Cultural (www.matilhacultural.com.br).

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Os novos filmes independentes

Daniel Pinchbeck comenta em seu blog (www.realitysandwich.com)  sobre a produção e distribuição de novas mídias e produtos culturais, como o documentário 2012 – Tempos de Mudança

Tradução livre de Karin Thrall

Ao longo dos últimos meses, tenho trabalhado numa estratégia de lançamento do documentário 2012 – tempos de mudança com  o diretor João Amorim, o produtor  Giancarlo Canavesio e a equipe da Mangusta Films. Isso tem sido um grande processo de aprendizado, algo que ainda está em andamento. A transformação das mídias que começou com a Web 2.0 há alguns anos  tem continuado e acelerado. Em decorrência disso, as estratégias mais antigas de distribuiçao e marketing de filmes independentes não mais funcionam. O modelo no qual um novo filme independente estreia  em um festival como Sundance ou Toronto, encontra a partir daí uma empresa de distribuição que pega o filme das mãos do diretor e o leva ao sucesso com grandes retornos financeiros tornou-se uma fantasia. Hoje em dia, pouquíssimos filmes fazem acordos como esse, e mesmo quando o fazem,  raramente conseguem pagar os investidores, remunerar os criadores ou causar grande impacto no mainstream.

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2012 – Tempos de Mudança… mas, mudar o quê?

Não é de hoje que as sociedades ocidentais pautam as “grandes” decisões do mundo influenciadas pelo fator econômico. O consumo sempre foi um importante avalizador para medir a capacidade de um país de ser desenvolvido. Contudo, o atual modelo de produção de bens e a consequente geração de lixos estão destruindo os elementos essenciais para a vida  na Terra. Especialistas afirmam categoricamente que estamos à beira de um colapso ambiental sem precedentes, se nada fizermos para reduzirmos os níveis de consumo.

Então, é o fim da era do TER para iniciarmos a era do SER? Será preciso reivindicar todas nossas conquistas industriais e tecnológicas a favor de uma fase mais simplória da humanidade? 2012 – Tempos de Mudança, do cineasta brasileiro João Amorim, que se inspirou na obra 2012 – The Return of Quetzalcoatl (título em português 2012 – o ano da profecia maia, a ser lançado no final deste ano pela Anadarco Editora & Comunicação), de autoria do norte-americano Daniel Pinchbeck,  sugere essas e outras implicações tão atuais ao nosso tempo.

No documentário, somos colocados frente a frente com diversas personalidades que estudam e vivem a sustentabilidade do planeta. E antes que qualquer um pense que viver de forma sustentável seja atraso de vida, 2012 – Tempos de Mudança sugere práticas simples e úteis para alcançarmos um estilo de viver mais responsável com relação ao meio ambiente.

Mas o ponto alto do documentário está em trazer a ideia original do livro de Daniel Pinchbeck sobre a percepção humana com relação à catástrofe da natureza. Para o autor, o ano de 2012 seria o momento em que a psique humana coletiva se daria conta de uma forma mais intensa das mudanças que o planeta pode sofrer, caso não fizermos nada e sugere que grande parte da transformação das sociedades estaria ligada a novas formas de percepção da realidade. O próprio autor, ao longo de sua jornada pessoal,  resgatou o uso de psicodélicos participando de diversos rituais em sociedades indígenas, tribos africanas ao redor do mundo como uma forma de autoconhecimento e conhecimento do mundo e da consciência humana. Polêmico? Não seria o termo correto. O mais apropriado seria inquietante, se levarmos em conta as experiências que o autor teve e os argumentos que ele trabalha.

2012 – Tempos de Mudança, assim como o livro,  é revelador e fará com que o telespectador reflita seus atos. Nos mais engajados com a questão ambiental poderá incitar mudanças de comportamento.


Pré-estreia de 2012: Tempo de Mudança lota Sala Crisantempo em SP

João Amorim conversou com o público sobre o seu documentário “2012: Tempo de Mudança”

Uma sessão foi pouco para a exibição do documentário 2012: Tempo de Mudança, do cineasta brasileiro João Amorin, que se inspirou na obra de Daniel Pichbeck 2012: O Ano da Profecia Maia (com tradução pela editora Anadarco para o português em dezembro deste ano). Muita gente se interessou pelo título do documentário e quis conferir o trabalho.

A editora Anadarco esteve presente ao evento e aproveitou a oportunidade para divulgar a data de lançamento do livro 2012: O Ano da Profecia Maia para dezembro deste ano. O evento contou com duas sessões lotadas, o que evidencia uma boa notícia: a questão da sustentabilidade do planeta tem movimentado bastante pessoas que mostram interesse em agir diferente em relação ao modo de produção de energia, de alimentos etc.

Em breve, iremos colocar um vídeo com imagens e mais detalhes do evento.

O público lotou as duas sessões na Sala Crisantempo (quinta-feira – 19/08)

A Anadarco Editora & Comunicação esteve presente no evento e anunciou a data oficial para o lançamento do livro 2012: O Ano da Profecia Maia para dezembro


Convite

(Clique na imagem para ver em tamanho real)


2012 na BBC

O documentário 2012: Time for Change do cineasta João Amorim foi pauta no programa Talking Movies da emissora britânica BBC. O apresentador do programa, Tom Brook, conversou com Sting, uma das personalidades que  participou com depoimentos no documentário. Na entrevista, Sting  diz que o futuro é o que fazemos dele. Sugere ainda que, ao invés de perguntarmos o que acontecerá em 2012, seria melhor perguntarmos o que podemos fazer diante dos desafios sociais e ambientais que a humanidade enfrenta na contemporaneidade. Certamente, o documentário apresenta uma visão bastante otimista com relação à data 2012,  um assunto tradicionalmente obscuro e apocalíptico: traz algumas soluções práticas para os problemas enfrentados pelo mundo atual.  O documentário 2012: Time for Change está longe de ser mais uma tentativa sensacionalista que aborda a data com superficialidade. Baseado no livro do americano Daniel Pinchbeck (que é figura principal no filme), aborda a questão de forma  criativa e objetiva.

Para assistir, clique na imagem


Como a Anadarco descobriu a obra de Daniel Pinchbek?

Em 2006, um de nossos colaboradores foi convidado a fazer resenhas de livros recém-lançados para uma revista inglesa.  Por isso, chegou em nossas mãos um exemplar da edição do livro de Daniel Pinchbeck,  2012: The year of the mayan prophecy (2012: the return of Quetzalcoátl, na edição americana).

O que nos fascinou no livro desse autor americano foi, primeiramente, sua capacidade  de desenvolver, com bastante rigor, mas sem o ranso acadêmico, uma pesquisa minuciosa sobre temas quase intangíveis: transformação na consciência, estados alterados da percepção, sustentabilidade e mudança de paradigmas na aventura humana. A principal tese defendida pelo autor é a de que o estado aparentemente caótico no qual se encontram as sociedades contemporâneas esconde um processo subliminar de intensa transformação. Para ele, a  consciência humana está rapidamente transitando para uma nova condição, uma nova intensidade de percepção que se manifestará numa transformação de nossa concepção de tempo/espaço, culminando na mudança da percepção de nós mesmos, nossa própria individualidade. Segundo essa ideia, a transição se tornará cada vez mais evidente na medida em que nos aproximarmos do ano de 2012, ano que representa, no calendário maia, a conclusão de uma era histórica e o início de outra.

Ao longo dos últimos anos, o livro acabou passando por diversas leituras, estimulando um interessante debate entre a equipe Anadarco. Foi somente em 2009, no entanto, que decidimos contatar o próprio autor sobre a possibilidade de publicar 2012 em português. Depois de negociações e ajustes, o trabalho está sendo finalmente traduzido e tem previsão para lançamento ao final deste ano.

Para nossa surpresa,  um outro brasileiro, o cineasta João Amorim, envolveu-se no projeto de Pinchbeck por outra vertente: fazendo um documentário baseado no livro. Trabalho rico em animações e entrevistas, o documentário  também tem previsão de lançamento no  Brasil num futuro próximo.

Animados com o projeto, nós da Anadarco resolvemos criar um blog para trazer temas relacionados à proposta do livro. Começamos há dois meses ensaiando textos que podem  abrir vias de discussão. Na medida em que a publicação começa a se concretizar,  o próprio debate aqui dentro  gera mais assunto, mais posts. O que principalmente nos motiva por trás dessa empreitada é a chance de oferecer ao público brasileiro um trabalho rico, consistente e inovador como o de Daniel Pinchbeck. Ele traz as questões de uma nova era não somente por meio de quebra de tabus e de modelos consagrados, mas colocando, no indivíduo, grande responsabilidade sobre a transformação global.