Archive for December, 2010

Comece a ler antes do 21/12/2012

Hoje é 21 de dezembro e estamos a exatos 2 anos  da data que a profecia maia anuncia como o retorno de Quetzalcoátl, a serpente plumada, o deus meio Zaratustra, meio Dionísio que representa o final de  um ciclo da humanidade e o início de outro.

Às vezes fica difícil imaginar se a humanidade realmente atingirá um outro patamar de consciência, um modo de estar no mundo que favoreça menos a materialidade, o prazer e o lucro instantâneos e valorize mais as experiências, os projetos de longo prazo, a sensação de que se está fazendo algo por um ideal maior do que a vida de uma geração.

Digo isso por um efeito em cascata que é fácil de notar: cada vez mais, as pessoas leem menos. Isso é notório no Brasil. Se por um lado a internet proporciona um arcabouço gigantesco de informações, a grande maioria das pessoas não tem paciência de ler algo que vá além de algumas poucas linhas, que aprofunde e explique uma ideia ou um  tipo de pensamento.

Enganam-se aqueles que acham que a leitura é algo puramente racional. Pelo contrário: embrenhar-se na leitura é deixar-se levar pelos sentidos, é entrar em um universo paralelo por alguns instantes. É, efetivamente, sentir o que o autor e sua história propõem.

Mas isso requer treino. Requer repetição. E quanto mais nova a geração, menos esse hábito é valorizado. E um povo que lê menos, que consequentemente tem menor repertório, é mais facilmente conduzido, manipulado.

Certamente, as bandeiras levantadas hoje estão muito mais pulverizadas do que há 50 ou 60 anos atrás. Mas elas não deixaram de existir. Apenas mudaram de figurino. As lutas atualmente são muito mais individuais do que no passado. Os grandes movimentosestão dando lugar a movimentos mais sutis, porém igualmente importantes. A reflexão não é da massa. Ela é interna. E é isso que o mito de Quetzalcoátl vem anunciar.

Em 21 de dezembro de 2010, dia de um eclipse lunar, nosso blog faz uma pausa de duas semanas para um merecido descanso. Mas nossa loja virtual continua em funcionamento. Abra sua cabeça! Leia!

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Adquira o livro ‘2012: o ano da profecia maia’

Preço diferenciado para quem comprar o livro ‘2012: o ano da profecia maia’, de Daniel Pinchbeck pelo site da Anadarco Editora. Aproveite esta facilidade.  Clique na imagem do livro  para acessar a loja virtual.

Faça o download gratuito da introdução de ‘2012: o ano da profecia maia’, aqui.


Lançamento do livro ‘2012: o ano da profecia maia’; veja fotos


Introdução de ‘2012: o ano da profecia maia’ com licença no Creative Commons

A Anadarco Editora está disponibilizando na internet, em formato PDF, a introdução de ‘2012: o ano da profecia maia’, do autor Daniel Pinchbeck, traduzido em português.

A introdução foi licenciada na Creative Commons para o uso gratuito e compartilhado.

O lançamento do livro acontece nos dias 11 e 12 de dezembro, das 13h às 19h, na própria sede da Anadarco (Rua Oscar Freire, 329 – cj. 71 – São Paulo, SP).

Todos estão convidados!

Para baixar a introdução de ‘2012: o ano da profecia maia’, clique aqui.

Licença Creative Commons
A obra 2012: o ano da professia maia de Daniel Pinchbeck foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição – Proibição de Obras Derivadas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em www.2012oano.wordpress.com


Lançamento de ‘2012: o ano da profecia maia’

Com muito orgulho e suor, a Anadarco Editora irá lançar com exclusividade a obra ‘2012: o ano da profecia maia’, do autor norte-americano Daniel Pinchbeck. Para marcar oficialmente o evento, dias 11 e 12 de dezembro, vamos promover o Open House, Open Books, Open Minds Anadarco, um evento aberto para que as pessoas possam não somente comprar livros, mas também conhecer nossa agência que fica na Rua Oscar Freire, em São Paulo.

Não é fácil lançar um livro. Quem trabalha no meio editorial sabe muito bem disso. No nosso caso, como o autor  é gringo, o trabalho exigiu tradução do texto e acompanhamento permanente das provas antes da impressão final.

Desde o início das negociações para a compra dos direitos autorais até hoje (faltando pouco menos de uma semana para o lançamento) foram dias de euforia, cansaço, discussões e muita certeza que estávamos preparando um projeto diferenciado para quem deseja agir diferente do atual estilo de vida.

Mas o que é agir diferente? É sair do estado de conforto, repensar a lógica do consumismo, atuar na preservação do meio ambiente e dar margens a outras interpretações além da racional. Enfim, um convite para enxergar o mundo com outros olhos.

‘2012: o ano da profecia maia’ é boa opção de presente de Natal porque traz conhecimento e uma oportunidade a mais de ir além daquilo que nos é dado pelos governantes, pela imprensa, pelo cotidiano. Vale a pena ler!

Serviço:

Open House | Open Books | Open Mind ANADARCO
11 de dezembro – das 13h às 21h
12 de dezembro – das 13h às 19h
Rua Oscar Freire, 329 – cj. 71
Drinks e petiscos naturais | lounge music | celebração e networking


Uma boa dica de presente neste Natal…

Razões pra lá de convincentes para escolher o velho e bom livro para se dar de presente.


A sustentabilidade como ponte entre o espírito e a natureza

Por que será que quando nos aprofundamos em questões sobre sustentabilidade, inevitavelmente chegamos ao tema da espiritualidade? Talvez porque o horizonte almejado seja a construção de uma relação mais harmônica com a natureza, algo quase paradisíaco, um pote de ouro ao final do arco-íris. Idílico? Nem tanto. Uma proposta como essa deixa de ser utópica se prestarmos atenção no que a própria natureza tem a dizer; se buscarmos trilhar um caminho que amplie nosso espectro de observação – de nós mesmos e do mundo ao nosso redor.

Dois exemplos podem ser facilmente citados. O jornalista André Trigueiro publicou no ano passado o livro Espiritismo e Ecologia, identificando os muitos pontos em comum que existem entre essas duas formas de conhecimento. O príncipe Charles, da Inglaterra, publicou um livro com o título Harmony: a new way of looking at our world, sugerindo que nossos problemas modernos mais urgentes têm suas raízes em uma profunda desconexão com a natureza.

Mas onde exatamente entra a questão do espírito humano e dessa busca interior, sem necessariamente cairmos na armadilha da ênfase exagerada de muitas abordagens religiosas?

Uma bela forma de se pensar na questão é lembrar da origem da palavra “espírito”. No latim, spiritus significa “sopro” ou “respiração”. O significado também está relacionado à palavra anima (também do latim), psyche (grego) e atman (sânscrito). Esses termos indicam que o significado original de espírito, em muitas tradições filosóficas e religiosas antigas tanto no Oriente, quanto no Ocidente, está relacionado ao sopro ou à respiração da vida.

Como a respiração certamente é o ponto central do metabolismo de qualquer ser vivo, a noção de “sopro da vida” pode ser uma interessante metáfora para representar os processos metabólicos de um ser. Espírito, dessa forma, é o que temos em comum com outros seres vivos. É o que nos mantém vivos, como sugere o físico Fritjof Capra.

A espiritualidade ou a vida espiritual pode ser então entendida como uma profunda experiência com a realidade.  Uma experiência espiritual pode ser considerada um momento de elevada sensação de se estar vivo, aqueles momentos em que sentimos que estamos vivendo mais intensamente, algo que envolve mente e corpo, totalidade e comunhão.

A meditação, a concentração, ou até mesmo ouvir uma música agradável, dançar ou um contato direto e contemplativo com a natureza podem nos proporcionar momentos de profunda sensação de unidade, de pertencimento ao universo. E essa sensação de totalidade e integração não pode ser descartada quando sem fala em sustentabilidade.  Será impossível chegarmos a uma forma de relação mais harmônica com a natureza em nossas cidades, em nossas instituições e nossas economias se não tivermos uma sensação de pertencimento ao mundo, expandindo nossas fronteiras do “aqui e agora” rumo a uma simultaneidade com outros tempos e outras dimensões.

Essa sensação de pertencimento só pode intensificar nossa relação com nós mesmos e com o próximo, nossa responsabilidade com o entorno em que vivemos e com as futuras gerações. Talvez possamos dizer que a sustentabilidade passa, necessariamente, pelas vias da percepção, pelos canais mais atentos a nossas conexões entre “o dentro e o fora” de nosso corpo. Precisamos, necessariamente, desdobrar nosso olhar na direção do invisível.

Quem ler o livro 2012: o ano da profecia maia vai perceber que Daniel Pinchbeck, para chegar a esse tipo de conexão, vivenciou ritos de culturas primitivas, viajou pelo mundo e procurou entender o efeito de psicodélicos na mente humana. Mergulhou naquilo que nossa cultura tradicional considera obscuro e esotérico. Mas os resultados de sua jornada espiritual estão longe de serem “viagens na maionese”: Pinchbeck publicou dois livros, é produtor executivo em um documentário sobre sustentabilidade e editor chefe da revista digital Reality Sandwich e do movimento Evolver, promovendo ações com foco no desenvolvimento de um sistema de valores baseados na transformação da cultura e na conexão humana.

O caminho espiritual de Pinchbeck foi trilhado prestando atenção no que os ciclos da natureza e do universo têm a dizer. Quebrou barreiras entre a rígida divisão entre natureza e cultura e começou a trabalhar a favor de um mundo mais solidário e melhor.  Certamente, esse não é a única estrada a ser percorrida em direção a uma relação mais harmônica com a natureza. Qual será a sua?